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Saúde

Mpox: formas de transmissão, sintomas e como é feito o tratamento

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A mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, da mesma família da antiga varíola humana, porém com características diferentes. Embora já circulasse há décadas em países africanos, a infecção ganhou destaque mundial a partir de 2022, com registros em diversos continentes, inclusive no Brasil.

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de contágio é o contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. O vírus pode ser transmitido pelo toque nas lesões de pele, crostas, secreções e mucosas, além do contato íntimo, como beijos e relações sexuais. Também há risco ao compartilhar objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

Em situações de proximidade intensa e prolongada, pode haver transmissão por gotículas respiratórias. Casos de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou parto também podem ocorrer.

Quais são os sintomas?

Os sintomas costumam surgir entre 5 e 21 dias após o contato com o vírus. No início, podem aparecer sinais semelhantes aos de outras viroses, como:

Febre

Dor de cabeça e no corpo

Cansaço

Inchaço dos gânglios (ínguas)

Depois, surgem as lesões de pele, que podem começar como manchas e evoluir para bolhas e crostas. Elas podem aparecer no rosto, tronco, mãos, pés e região genital. Em muitos casos recentes, as lesões são poucas e localizadas, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico é realizado com avaliação clínica e confirmação por exame laboratorial, geralmente por meio de teste PCR a partir de amostras coletadas das lesões.

O tratamento é, na maioria dos casos, sintomático, com foco no alívio da dor e da febre, hidratação e cuidados com as lesões para evitar infecções secundárias. Pacientes devem permanecer em isolamento até que todas as crostas cicatrizem.

A prevenção envolve evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e manter cuidados durante relações íntimas. Em situações específicas, vacinas contra a varíola podem ser utilizadas para grupos prioritários, conforme orientação das autoridades de saúde.

A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas procure atendimento médico para avaliação e orientação adequada, contribuindo para interromper a cadeia de transmissão.

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