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Política

Assistência social é gesto concreto de empatia’, destaca vice-governadora Mailza Assis

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Uma peça de roupa, isoladamente, pode parecer algo simples. Inserida no contexto social, porém, transforma‑se em símbolo de dignidade, recomeço e empatia em meio à vulnerabilidade. Com esse olhar sensível para atender pessoas em diferentes realidades, a vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Acre, Mailza Assis, criou o projeto Guarda-Roupa Social, que, nos últimos três anos, já entregou 114.256 peças a mais de 70 mil pessoas nos 22 municípios acreanos.

A iniciativa integra o programa Juntos Pelo Acre e, além de alcançar comunidades indígenas, também beneficia instituições de saúde e acolhimento, como hospitais, casas de apoio, lares de idosos, unidades de acolhimento de mulheres, crianças, migrantes e pacientes em tratamento contínuo, reforçando o compromisso com um cuidado verdadeiramente humanizado.

Para Mailza, o Guarda-Roupa Social é uma ação que expressa dignidade, cuidado e respeito. Ela defende a importância de oferecer suporte a famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo que tenham acesso a roupas novas e de qualidade, especialmente em momentos de maior necessidade.

“Nosso compromisso, meu e do governador Gladson Camelí, enquanto Estado, é estar presente na vida de quem mais precisa. A assistência social não é apenas política pública, é um gesto concreto de empatia e responsabilidade com o nosso povo. Cada ação do Guarda-Roupa Social carrega esse olhar humano, de apoio às famílias que vivem momentos difíceis. Seguimos trabalhando para ampliar esse suporte, fortalecendo as ações da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), porque cuidar das pessoas é prioridade”, enfatizou.

Como funciona
O Guarda-Roupa Social funciona a partir de uma parceria com a Receita Federal, responsável pela doação das peças, e com a Defesa Civil, que realiza o repasse para o Estado. A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, por sua vez, coordena todo o processo de triagem e distribuição.

As entregas ocorrem conforme solicitações enviadas por associações, igrejas, lideranças comunitárias e projetos sociais, que identificam públicos específicos a serem atendidos. Após o pedido, a equipe do programa se desloca até a comunidade para organizar a distribuição.

Cada beneficiário passa por um cadastro individual, etapa necessária para garantir transparência e prestação de contas à Receita Federal. Esse registro impede que a mesma pessoa receba roupas mais de uma vez, permitindo que o atendimento alcance o maior número possível de famílias em situação de vulnerabilidade.

Conforto
Segundo Nágila Rocha, chefe do Departamento de Acolhimento Social e coordenadora do Guarda-Roupa Social, um dos diferenciais do projeto é a capacidade de atender famílias inteiras. As peças disponibilizadas são destinadas ao público com faixa etária a partir de 12 anos de idade, já que o lote recebido da Receita Federal é composto por roupas adultas. “Conseguimos entregar de quatro a seis peças por pessoa, garantindo que todos os membros da família sejam contemplados”, explica.


Para receber o kit, os beneficiários precisam apresentar RG e CPF, etapa necessária para o cadastro e controle das entregas. Além do atendimento direto às famílias, o projeto também atua em parceria com associações filantrópicas, igrejas e instituições de saúde.

Nágila destaca que algumas das ações mais marcantes ocorreram em hospitais. No início do projeto, uma das primeiras solicitações veio da unidade de saúde na qual pacientes realizam tratamento renal. “A sala é muito fria, e muitos não tinham casacos e cobertores. A entrega foi extremamente emocionante, porque as pessoas se sentiram cuidadas, perceberam que o governo estava ali para oferecer conforto”, relembra.

O projeto também já atendeu demandas do Hospital da Criança, Hospital do Idoso e da Fundação Hospitalar, sempre priorizando quem mais precisa.


A coordenadora do Guarda-Roupa Social destaca que o projeto revelou a ela um impacto que antes não imaginava. “Quando você tem condições de comprar roupas, isso parece algo simples. Mas, para muitas famílias, adquirir uma peça nova não é prioridade diante de despesas como alimentação, gás ou material escolar. Por isso, entregar uma roupa faz uma diferença enorme”, afirma.

Entre os diversos relatos recebidos pela equipe, um episódio marcou profundamente Nágila. “Uma senhora de mais de 60 anos começou a chorar ao ver que as peças tinham etiqueta. Ela disse que nunca havia usado uma roupa nova na vida; todas as que tinha eram doações. Aquilo nos emocionou muito”, conta.


Segundo ela, mães também relatam que passam meses sem conseguir comprar roupas para os filhos e saem das ações levando seis peças novas, o que representa um alívio imediato e um gesto de cuidado.

O efeito do projeto vai além da necessidade material. “Percebemos o quanto isso mexe com a autoestima. Muitas mulheres nem esperavam chegar em casa, trocavam de roupa ali mesmo, no banheiro do local da ação, e já queriam sair vestindo a peça nova. Isso nos mostrou que nosso trabalho não é apenas operacional; ele provoca um sentimento real de valorização nas pessoas”, destaca.

Sobre as próximas etapas, Nágila explica que o cronograma de ações está em fase de finalização. A previsão é que o Guarda-Roupa Social acompanhe as atividades do programa Juntos pelo Acre em todas as regionais do estado. “Ainda não temos um calendário fechado, mas a ideia é estar presente nas grandes ações do programa, levando não só o vestuário, mas integrando um conjunto de iniciativas voltadas para quem mais precisa”, afirma.


Em março do ano passado, Paula Santos , moradora do bairro Habitasa, foi surpreendida pela rápida subida das águas do rio e precisou deixar a casa às pressas.

“Eu estava com minhas roupas para lavar. Tive que sair só com a roupa do corpo e deixei tudo para trás. Não consegui voltar, acho que perdi tudo. Essa doação é maravilhosa. Muitas mulheres, como eu, perderam tudo e agora estamos recebendo roupas novas, porque não temos como comprar. É muito bom mesmo”, relatou ao ser atendida pelo programa.

Em outubro de 2024, a vice-governadora Mailza Assis esteve na Casa-Abrigo Mãe da Mata, em Rio Branco, realizando entregas resultantes de uma parceria com os Correios.
“Essa ação proporciona um abrigo institucional provisório para pessoas que sofreram violência e que, às vezes, precisam de socorro. É um espaço acolhedor que preparamos com muito carinho para receber mulheres, meninas e todas as pessoas que vêm até nós”, disse na ação.


Já em agosto de 2025, durante outra ação, a aposentada Paula Gomes destacou a relevância do projeto. “Estou muito alegre e satisfeita. Agradeço por tudo de bom que está acontecendo para toda a população”, afirmou.

O alcance do Guarda-Roupa Social também chega a pessoas de outros países. Paula Mendonza, que atualmente mora do bairro 6 de Agosto, foi uma das atingidas pela cheia em março do ano passado. No abrigo montado no Parque de Exposições, em Rio Branco, ela recebeu acolhimento e também foi beneficiada com as peças distribuídas pelo programa.

“Minha família e eu não temos onde ficar, somos uma família desabrigada. Sou muito agradecida por ter um lugar para ficar até a água baixar e seguir lutando”, enfatizou ao conhecer o projeto.

Tácita Muniz- Agência de Noticias do Acre

Foto: Neto Lucena/Secom

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