Política
Disputa pela presidência da Câmara ganha novo cenário e pode ter reviravolta

O atual presidente da Câmara, Joabe Lira, encerra seu mandato neste ano e, oficialmente, não deve tentar a reeleição. Nos bastidores, porém, havia a articulação para uma troca de funções com o 1º secretário, Felipe Tchê: Joabe assumiria a secretaria e Tchê passaria a comandar a Casa, mantendo o grupo no poder por mais dois anos estratégia já adotada anteriormente na Assembleia Legislativa do Acre por Nicolau Júnior e Luiz Gonzaga.
Apesar do plano, o cenário interno mudou. Parte dos vereadores demonstra insatisfação com a condução administrativa da presidência, principalmente após a redução do orçamento, que resultou em cortes de verbas, viagens e emendas parlamentares. Declarações recentes atribuídas a Joabe, apontando falta de colaboração dos parlamentares nas medidas de contenção, também aumentaram o desgaste.
Nesse contexto, surge um novo fator: o vereador mais votado da última eleição, Bruno Moraes (Progressistas), confirmou candidatura à presidência. A movimentação ganha ainda mais peso diante da iminente saída do prefeito Tião Bocalom para disputar o governo, o que levará o vice Alysson Bestene ao comando da prefeitura. Bruno e Alysson são aliados políticos.
Com isso, a eleição da Mesa Diretora, que parecia definida, pode se transformar em uma disputa aberta, especialmente se houver influência do Executivo no processo.
Com informações da Contilnet







