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Saúde

Nunca fume”: o alerta vem de quem convive há décadas com o tabagismo,na USF Maria Verônica

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“Nunca fume. Evite o primeiro cigarro”, declarou a doméstica Maria Raimunda Costa, de 59 anos, durante o primeiro encontro do grupo de combate ao tabagismo, realizado nessa sexta-feira (16), na Unidade de Saúde da Família (USF) Maria Verônica.

“Fumo há 42 anos e comecei a fumar aos 13 anos. A única coisa que eu posso dizer é: nunca fume. Desista, porque não faz bem nem para a saúde, nem psicologicamente. Tem muita gente que diz que o cigarro ajuda, que, como a minha filha fala, o cigarro deixa ela melhor, mais leve. Eu falo que não. Dizem que tira a ansiedade, mas não tira. Ele deixa a gente muito ruim”, informou.

“Eu queria parar, mas eu tinha medo de que as minhas filhas começassem a fumar. Eu não queria que elas fizessem a mesma coisa que eu. Afinal, uma começou e parou, né? E a outra continuou. É por isso que eu queria parar, por elas, mas eu não consegui. Eu fumo, mas não gosto. Já gostei muito, mas hoje em dia eu fumo pensando no que as pessoas veem”, declarou.

O primeiro encontro contou com a participação de mais de 54 pessoas e teve como foco o incentivo à mudança de hábitos e à promoção da saúde. Com essa ação, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reafirma o compromisso com a saúde da população.

TABAGISMOSECOM16.01.26 5
“O grupo é muito necessário, porque, no cuidado, a gente percebe o quanto faz diferença ver o outro avançando e vencendo as próprias dificuldades”, afirmou

“O grupo é muito necessário, porque, no cuidado, a gente percebe o quanto faz diferença ver o outro avançando e vencendo as próprias dificuldades. Quando o paciente se reconhece na história do outro, ele entende que também é capaz. Sozinho, sem esse apoio, a fragilidade aparece com mais facilidade e a pessoa acaba cedendo”, afirmou.

Dados de 2025 do Ministério da Saúde mostram que, após 20 anos de redução no número de fumantes, esse quantitativo voltou a crescer. No Acre, o idoso Reginaldo Lopes ainda faz parte dessa estatística.


O idoso, de 66 anos, fuma desde os 25 anos e relatou: “Os meus netos sempre me falam: ‘Vô, para de fumar’, mas, às vezes, eu fico deprimido, porque moro sozinho, e aí me dá vontade de fumar. Mesmo assim, eu vou parar de fumar. Agora eu vou conseguir, com a ajuda desse grupo.”


A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo, Arlene Moura, destacou que a interação entre os participantes fortalece a adesão ao tratamento, cria vínculos e promove a troca de experiências, fatores essenciais para o abandono do tabaco, independentemente do tipo de dependência.

“Tivemos um recorde de inscrições e estamos empenhados em garantir o suporte necessário para que todos sejam atendidos e cheguem até o final do tratamento com sucesso. Além disso, o cronograma da USF Elpídio Moreira já está definido, com início das inscrições, e outras unidades também entrarão em funcionamento. Por isso, é fundamental que todos fiquem atentos para não perder a oportunidade”, ressaltou.

A iniciativa fortalece a atuação da Atenção Básica no enfrentamento ao tabagismo, por meio de ações de acolhimento, escuta qualificada e apoio contínuo às pessoas que desejam parar de fumar nas Unidades de Saúde do município.

Danna Anute

 

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