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Afastamento por Auxílio-Doença: INSS modifica as regras

Afastamento por Auxílio-Doença

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Afastamento por Auxílio-Doença: INSS modifica as regras Entre os diversos benefícios oferecidos pela Previdência Social aos trabalhadores está o auxílio-doença destinado a segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que sofrerem algum acidente ou estão enfrentando uma doença que os deixou impossibilitados de trabalhar por um determinado período.

Mas apesar de o benefício ser um direito dos trabalhadores, ainda há muitas dúvidas de como fazer o pedido e quais os trabalhadores que têm esse direito. Além de muitas outras questões burocráticas que acabam confundindo a maioria das pessoas.

O auxílio-doença é um benefício oferecido aos trabalhadores que devido a uma doença ou acidente ficaram incapazes de trabalhar, sendo afastados de suas atividades profissionais por um período determinado e superior a 15 dias consecutivos ou 60 dias intercalados pela mesma doença

Além de ter a incapacidade total de trabalhar comprovada, o trabalhador precisa atender a alguns critérios para ter o direito ao auxílio-doença, como ser segurado do INSS e estar contribuindo a, pelo menos, 12 meses.

No entanto, há exceções, pessoas portadoras de doenças graves, doenças profissionais ou que sofreram algum acidente de trabalho não precisam estar contribuindo há um ano para ter o direito.

QUAL O VALOR PAGO PELO AUXÍLIO-DOENÇA DO INSS?
O INSS calcula o valor com base no salário de benefício e nos salários de contribuição. O valor do benefício não poderá ser inferior ao salário mínimo, nem superior ao limite máximo do salário de contribuição.

O valor pago pelo auxílio-doença equivale a 100% da média aritmética simples de todos os salários de contribuição do segurado, não mais desconsiderando as contribuições com salários mais baixos. Além disso, esse valor não poderá ser maior que a média dos últimos 12 meses de contribuição do segurado.

COMO SOLICITAR O AUXÍLIO-DOENÇA DO INSS?
A solicitação do benefício pode ser feita através do site ou aplicativo “Meu INSS” e também pelo telefone 135 onde o usuário deve agendar a perícia médica.

Após fazer o agendamento, o trabalhador deve comparecer no dia, hora e local marcado para ser avaliado por um médico do INSS que vai avaliar a sua condição e determinar por quanto tempo você ficará afastado de suas atividades.

COMO DAR ENTRADA NO AUXÍLIO-DOENÇA DO INSS?

Acesse o site Meu INSS ou baixe o aplicativo (Android ou iOS)
Faça login e escolha a opção “Agende sua Perícia” (menu lateral esquerdo)
Clique em “Agendar Novo” – em caso de 1º pedido ou em “Agendar Prorrogação” para solicitar que o benefício seja prorrogado
Acompanhe o andamento da sua solicitação pelo site ou aplicativo Meu INSS – opção “Resultado de Requerimento/Benefício por Incapacidade”
Compareça à unidade do INSS escolhida para fazer perícia médica
Acompanhe o andamento da solicitação e o resultado da perícia pelo site ou aplicativo Meu INSS na opção “Resultado de Requerimento/Benefício por Incapacidade”

COMO PROVAR UMA DOENÇA OU UM ACIDENTE AO INSS?
Para fazer a solicitação do auxílio-doença é necessário apresentar o atestado médico emitido pelo seu médico. Receitas de medicamentos e prontuários de internação também são avaliados quando apresentados e ajudam a comprovar a incapacidade de trabalhar temporariamente.

Essa documentação deve ser apresentada no INSS e vai contribuir na perícia médica feita pelo profissional do órgão.

QUAIS DOCUMENTOS SÃO NECESSÁRIOS?
Documento pessoal com foto e que conste o número do CPF, como a CNH, por exemplo
Carteira de trabalho ou outros documentos que comprovem pagamento ao INSS, como o carnê de contribuição.
Uma declaração assinada pelo empregador, informando a data do último dia trabalhado
Documentos comprovando o tratamento médico como exames e atestados.
ONDE POSSO CONSULTAR O BENEFÍCIO DO AUXÍLIO-DOENÇA?
Para conferir o resultado da perícia médica do INSS o trabalhador deve acessar o portal Meu INSS ou aplicativo “Meu INSS” e fazer o seu login. Depois basta ir em serviço “Resultado de Benefício por Incapacidade” onde será exibido o resultado da sua perícia após as 21h do dia em que foi realizada.

Há também a possibilidade de saber o resultado da perícia médica do INSS por meio do telefone 135. Ao ligar é necessário informar CPF, número do benefício, nome completo e data de nascimento.

QUANTO TEMPO DEMORA A AVALIAÇÃO DO AUXÍLIO-DOENÇA?
No caso do auxílio-doença, o prazo máximo para que ele seja aprovado e o dinheiro depositado na conta informada pelo contribuinte é de 45 dias.

Mas funciona assim: se essa aprovação for confirmada até o dia 20 de um determinado mês, a previsão é que o pagamento aconteça no mês seguinte. Caso o requerimento seja aprovado depois do dia 20, o benefício só deverá ser realizado no segundo mês após a conclusão do processo.

Por exemplo, se o INSS aprova o beneficiário em 10 de julho, o pagamento deverá ser realizado em agosto. Caso a confirmação do benefício saia no dia 25 de julho, o dinheiro só será depositado em setembro.

COMO SACAR O AUXÍLIO-DOENÇA?
Para sacar o valor do auxílio o segurado precisa acessar o “Meu INSS” pelo site ou pelo aplicativo e fazer o login.

Após esse primeiro passo, é só clicar no serviço “Carta de Concessão” e imprimi-la. Com esse papel em mãos, o segurado deve ir até à agência bancária indicada no documento, com um documento de identificação com foto, e fazer a retirada do benefício no caixa.

Em seguida, o segurado poderá escolher se os pagamentos dos meses seguintes serão depositados automaticamente em uma conta ou se prefere solicitar a emissão do cartão magnético do INSS.

Caso opte pela emissão do cartão da Previdência Social, o usuário precisará fazer o cadastramento de uma senha segura para realizar todas as transações financeiras, como sacar o benefício do INSS no caixa eletrônico.

COMO PRORROGAR O MEU AUXÍLIO-DOENÇA?
Se a incapacidade de retornar ao trabalho permanecer após o período determinado na perícia médica do INSS, o trabalhador poderá pedir a prorrogação do auxílio-doença. Para isso ele deverá requerer junto a seu médico um novo laudo que ateste a incapacidade.

Com esse laudo em mãos, o segurado pode fazer o pedido de prorrogação pelo telefone 135 ou pela internet através do site, ou aplicativo “Meu INSS”.

O pedido de prorrogação deve ser feito nos últimos 15 dias do afastamento, caso a solicitação seja feita fora desse prazo corre o risco de o trabalhador ter que entrar com um novo pedido de afastamento (e ter que fazer todo o trâmite novamente).

COMO CANCELAR O REQUERIMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA?
Para cancelar o pedido de perícia médica o usuário pode ligar no 135 ou fazer a solicitação através do site, ou aplicativo “Meu INSS”.

Agora, se a intenção é cancelar um benefício que está ativo – caso o segurado e o seu médico entendam que está apto a retornar ao trabalho – deve-se pedir a “Alta Voluntária do INSS”.

Para isso, o trabalhador precisará formalizar o pedido através de uma carta e entregá-la em uma agência do INSS.

É POSSÍVEL ACUMULAR O AUXÍLIO-DOENÇA COM OUTROS BENEFÍCIOS?
Existem duas situações em que o auxílio-doença pode ser recebido em paralelo a outros benefícios: no caso de recebimento de pensão por morte e o auxílio-acidente.

ONDE ENCONTRO OS ENDEREÇOS DAS AGÊNCIAS DO INSS?
Para encontrar a agência do INSS mais perto de sua residência basta acessar o site ou aplicado do “Meu INSS” e ir até a opção “Encontre uma agência”. Através do CEP ou endereço completo, é possível localizar as agências mais próximas.

E SE EU NÃO TIVER CONDIÇÕES DE IR ATÉ À AGÊNCIA DO INSS?
Existe a possibilidade de o médico do INSS ir até você. Para isso, é preciso apresentar um documento assinado pelo seu médico que prove que você não tem condições de se deslocar. Peça para um representante levar esse pedido à agência do INSS, com as informações completas do local onde você está (endereço, telefone e todas as informações para que a sua localização seja facilitada e o médico do INSS chegue até você). Fonte: Economia Uol

Por- Mix Vale

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Em Sena Madureira, Helicóptero do Ciopaer resgata mãe e bebês gêmeos após parto em seringal às margens do Rio Iaco

Helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas

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Helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sejusp, levou equipe médica do Samu para buscar mulher, cujo parto foi feito por parteira local, no meio da selva

Dois gêmeos recém-nascidos e a mãe deles foram resgatados pelo Centro Integrado de Operações Aéreas, o Ciopaer, após o parto no interior da selva, na manhã deste domingo, 27. A equipe do Ciopaer, comandada pelo coronel-aviador Samir Freitas, voou por cerca de 140 quilômetros até a colocação São Raimundo, no seringal Poronga, às margens do Rio Iaco, levando a médica Bruna Farias e a enfermeira Solange Silva, ambas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência e Emergência, o Samu.

Conforme o Ciopaer, a agricultora Débora Souza Silva, de 21 anos, havia dado à luz a dois garotos na noite anterior, o sábado, sendo assistida por uma parteira local. O nascimento dos bebês, no entanto, exigia cuidados especiais.

“Foi quando alguns integrantes da comunidade tiveram a ideia de procurar um morador próximo com uma antena de Internet e conseguiram nos enviar a localização. Foi por meio dela que obtivemos as coordenadas exatas do local e nos deslocamos até lá”, ressalta o comandante do Ciopaer, instituição ligada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

O resgate, até então inédito neste tipo de atendimento: o socorro de duas crianças recém-nascidas e gêmeas, causou comoção social na comunidade. A agente comunitária Laíde Silva chorou ao ver a chegada dos membros do Ciopaer e do Samu.

“Ela, que acompanhou as complicações do nascimento das crianças, viu na chegada da nossa aeronave com a equipe médica o suporte necessário que ela não dispunha na comunidade tão distante”, acrescenta o coronel Samir Freitas.

“Seremos eternamente gratos pelo socorro de vocês, nossos anjos. Que Deus abençoe cada um de vocês com muita saúde e disposição para continuar ajudando nós, que vivemos isolados, longe dos hospitais”, afirmou Laíde, em tom de alívio.

Logo após a chegada, a médica e a enfermeira do Samu fizeram alguns procedimentos padrões de assepsia nas crianças e na mãe, antes de decolarem de volta a Rio Branco, desta vez com os novos passageiros.

O desembarque foi no heliponto do Pronto-Socorro da capital, onde uma ambulância transportará mãe e filhos para a maternidade Bárbara Heliodora.

Ainda de acordo com o Ciopaer, pelo menos 33 resgates aeromédicos já foram realizados por suas tripulações e profissionais do Samu, de janeiro deste ano até este domingo.

Os esforços do governo Gladson Cameli, de ampliar a frota de aeronaves de asas fixas, os aviões, e de asas rotativas, helicópteros, assim como a formação de pilotos, tripulantes de suporte e mecânicos, possibilitaram assistir as pessoas, sejam em operações de socorro médico, sejam em operações policiais em qualquer lugar do Acre, mesmos nos mais inóspitos rincões da floresta.

Alto Acre

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Câncer de próstata tem novo tratamento com radioterapia reduzida

A fase aguda da pandemia da covid-19 afetou

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A fase aguda da pandemia da covid-19 afetou os pacientes com câncer de próstata, que não podiam parar o tratamento, mas precisavam continuar se cuidando para evitar a contaminação pelo coronavírus. Uma das medidas implantadas com o objetivo diminuir o risco de transmissão da covid-19, foi a redução no número de sessões de radioterapia para o tratamento.

O número de sessões foi reduzido de 39 para 20 aplicações. A experiência foi tão bem-sucedida que passou a ser adotada como rotina no pós-pandemia. Ao lado de exames e tratamentos sofisticados, essa é uma das novidades do combate ao câncer de próstata, que ganha destaque durante a campanha do Novembro Azul, que segue até o próximo dia 30.

No entanto, a redução se aplica a determinados pacientes, que apresentam características específicas. “Quando o paciente não apresenta risco de complicação, o tempo de tratamento por radioterapia pode ser mais curto, com cinco sessões com maior intensidade de radiação”, esclarece a médica Mariana Bruno Siqueira, oncologista da Oncologia D’Or, com foco em uro-oncologia.

O que impede a redução de sessões, explica a médica, é o tamanho da próstata e a distância entre a próstata e o reto, que é a parte final do intestino. “As complicações que a temos mais receio são diarreia e eventualmente sangramento nas fezes. É uma decisão do médico radioterapeuta, baseado nos dados da anatomia do paciente, para definir se tem segurança de fazer em menos tempo com maior dose. Então é uma decisão para cada paciente e em conjunto com radiooncologista, que é quem vai planejar o tratamento”.

Essa é uma tendência que começou antes da pandemia da covid19, e foi intensificada e adotada de forma mais ampla e disseminada no Brasil para vários tipos de neoplasias com a chegada da pandemia, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), Marcus Simões Castilho, médico radioterapeuta.

“A redução de tempo de tratamento de radioterapia é conhecida como hipofracionamento e é uma tendência em diversas patologias. Em próstata, já existe um corpo de evidência científica consolidada. Fundamental pontuar que doses maiores pressupõe maior controle de entrega e consequentemente tecnologia. Isso é uma limitação no Brasil uma vez que somente um terço dos equipamentos têm radioterapia guiada por imagem, fundamental no hipofracionamento do câncer de próstata”, explica o médico.

A SBRT realizou um Consenso de Hipofracionamento na Radioterapia no Câncer de Próstata em setembro de 2019, antes da pandemia, e publicou esse material na Revista da Associação Médica Brasileira em janeiro de 2021.

A estratégia já é consolidada para hipofracionamento moderado entre 20 e 28 frações, reduzindo o tratamento de 7 a 8 semanas para 4 a 6 semanas. “Estratégias de tratamentos em somente uma semana estão sendo adotadas, porém muito dependentes de alta tecnologia”, disse Castilho.

A radioterapia é uma modalidade terapêutica importante no cuidado das neoplasias tanto em condições malignas quanto benignas, em condições radicais e também paliativas. “Estima-se que cerca de 60% dos pacientes oncológicos irão receber radioterapia em algum momento do curso do seu tratamento”, disse a SBRT.

Além dos estudos para o hipofracionamento no tratamento de câncer de próstata, já existiam estudos garantindo a segurança para algumas situações, como, por exemplo, para pacientes com tumores de mama iniciais.

“Mas existiam algumas situações, como para pacientes com câncer de mama mais avançados, onde a adoção do hipofracionamento ainda não era consensual. Com a chegada da pandemia, o encurtamento do tratamento foi ampliado para todos os pacientes. Logo em seguida, estudos foram publicados comprovando que, realmente, todas as pacientes podiam encurtar o tratamento”, disse Castilho.

Hipofracionamento
O hipofracionamento se aplica a casos em que estudos de nível I de evidência, os mais confiáveis, confirmaram que o tratamento mais curto é igualmente eficaz e seguro para os pacientes, “incluindo próstata, pulmão, mama, reto, tratamentos paliativos de metástases ósseas, entre outros”, disse o presidente da SBRT.

A orientação sobre o hipofracionamento é a mesma para a rede pública. “Porém, em muitos casos, como para pacientes de próstata e pulmão, o hipofracionamento requer tecnologias mais avançadas, que geralmente não estão disponíveis para os pacientes do SUS, pelo déficit de financiamento do setor”, disse Castilho.

Como existe dependência de tecnologia para garantia que as doses mais elevadas estão atingindo somente a próstata, a limitação da estratégia é o uso em equipamentos que disponham de IGRT (radioterapia guiada por imagem). Segundo a entidade, cerca de um terço das máquinas no país têm a tecnologia e algumas delas estão na rede pública.

Além de melhorar a qualidade de vida do paciente, a estratégia de encurtamento amplia a oferta de vagas da radioterapia. O último censo disponível, segundo a entidade, mostra que somente 50% das máquinas necessárias para tratamento estão disponíveis, a maioria delas com mais de 10 anos de funcionamento e distribuídas de forma desigual pelo país.

O levantamento é baseado no estudo Análise das necessidades e custos globais de radioterapia por região geográfica e nível de renda.

De acordo com o presidente do Conselho Superior da SBRT, Arthur Accioly Rosa, o cálculo de necessidade de máquinas é complexo. “Envolve fatores como distribuição epidemiológica dos casos, disponibilidade geográfica, diagnóstico – muitos pacientes morrem sem diagnóstico de câncer – ocupação das máquinas com hipofracionamento, dentre outros. A saúde suplementar tem atendido sua demanda aparentemente sem limitações. Nos cálculos de novos casos de câncer, usando a proporção de 52% de uso de radiação e mensurando o número de tratamentos no SUS, projetam-se mais de 100 mil casos que não foram irradiados em 2020. Não quer dizer que não receberam tratamentos como quimioterapia, por exemplo, mas é um dado que documenta a dificuldade de acesso”.

Na avaliação da SBRT, esquemas de radioterapia mais convenientes para os pacientes e igualmente efetivos devem ser estimulados, já que trazem benefícios clínicos, logísticos e financeiros.

A SBRT disse que tem feito vários esforços e adotado estratégias específicas para disseminar a prática do hipofracionamento no Brasil, principalmente para os pacientes do SUS. “Porém, a plena adoção do hipofracionamento no SUS depende do avanço do investimento em radioterapia, principalmente via recomposição da tabela do SUS, extremamente defasada, o que permitirá que os mais diversos serviços ao redor do país possam executar não só tratamentos mais curtos, como de maior qualidade, para todos os brasileiros”, explica o presidente da SBRT.

Prevenção
A próstata é uma glândula que só o homem tem e que produz parte do sêmen. Ela se localiza na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), nos homens o câncer de próstata é o segundo mais comum, ficando atrás apenas do câncer de pele.

Os fatores de risco são a idade avançada, a partir dos 50 anos, e o histórico familiar. Os negros constituem um grupo de risco para o câncer de próstata. A alimentação saudável, o peso corporal adequado e a prática da atividade física ajudam a reduzir a incidência desse e outros tipos de câncer.

A maioria dos tumores na próstata cresce de forma lenta, não chegando a dar sinais ao longo da vida. Uma minoria cresce de maneira acelerada, espalha-se para outros órgãos (metástase) e pode levar à morte. Os sintomas iniciais são dificuldade para urinar, demora em começar e terminar em urinar, sangue na urina, diminuição do jato da urina e necessidade urinar várias vezes à noite.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Por isso, os homens com 50 anos de idade ou mais devem ir uma vez por ano ao urologista para o toque retal e o exame de sangue que identifica o antígeno prostático específico (PSA).

“Os homens com histórico familiar de câncer de próstata, e os negros, que têm maior incidência deste tipo de câncer, devem iniciar as consultas anuais aos 45 anos de idade”, recomenda a médica Rafaela Pozzobon, oncologista da Oncologia D’Or com foco em uro-oncologia.

Tratamento
Entre os exames mais recentes para detecção do câncer de próstata está o PET-CT PSMA, que une a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada (CT). O procedimento com PSMA (sigla do inglês para Antígeno de Membrana Específico para Próstata) consegue detectar mais de 90% dos casos de metástase desse tipo de câncer, permitindo um diagnóstico mais assertivo e um tratamento melhor direcionado.

“Quando a doença está restrita à próstata, o paciente é submetido à cirurgia ou radioterapia. Em caso de metástase, o tratamento é feito com hormonioterapia ou quimioterapia”, explica a médica Mariana Bruno Siqueira.

Para pacientes com câncer de próstata metastático, o tratamento mais recente é o PSMA-Lutécio 177, que foi destaque do Congresso Americano de Oncologia (Asco) de 2021. O lutécio é uma substância radioativa que, assim como um míssil teleguiado, é levado às células com PSMA, uma molécula que apresenta a expressão aumentada na superfície das células cancerígenas.

A substância radioativa danifica o DNA da célula e provoca sua morte. O tratamento demanda quatro a seis aplicações, sendo que a quimioterapia são no mínimo seis aplicações. Por ser direcionado às células cancerígenas, é melhor tolerado que a quimioterapia, dizem os especialistas.

“O PSMA-Lutécio 177 é uma partícula radioativa que vai ser introduzido no paciente pelo sangue. Então a partícula vai caminhando pelo sangue e chega aonde o câncer está, vai achar o câncer porque ele é ligado a um marcador do PSA. A partícula vai achar essas células, e pela radiação, que é carregada por esse PSMA, que é um marcador que vai achar a célula do câncer, ou seja, a célula que produz o PSA, para matar essa célula. Então ele vai, carrega essa radiação até a célula maligna, e uma vez que ela chega lá na célula, a radiação vai quebrar a fita de DNA e vai matar a célula do câncer. A radiação é pela circulação sanguínea”, explica a médica Rafaela Pozzobon.

O exame PET-CT PSMA e o tratamento PSMA-Lutécio 177 ainda não estão disponíveis pelo SUS.

Mutação
Nos últimos anos, os cientistas descobriram que o câncer de próstata, assim como o de mama, ovário e pâncreas, pode ter relação com a mutação do gene BRCA 1 e 2. “Entre 5% e 10% dos pacientes com câncer de próstata podem ter uma origem hereditária da doença, principalmente por causa da mutação genética no BRCA 2”, disse a médica Mariana Bruno Siqueira.

Em razão dessa descoberta, os médicos recomendam que homens que tiveram câncer de próstata mais agressivos ou com metástases, devam realizar testes a fim de detectar uma possível mutação do BRCA.

Em caso positivo, seus familiares podem ser aconselhados a realizar o exame também, além de adotar medidas preventivas e fazer exames periódicos para o diagnóstico precoce da doença. Existem ainda medicações específicas para os homens com a mutação do BRCA, que são usadas para controlar o câncer em cenários metastáticos.

Fernando Fraga

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Dinheiro esquecido: está acabando o prazo para quem ainda não fez o saque

A pouco mais de um mês irá acabar o prazo

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A pouco mais de um mês irá acabar o prazo para que os esquecidos resgatem o dinheiro referente ao pagamento do PIS/Paseo do ano-base de 2019. Dados apontam que milhares de trabalhadores que têm direito ao benefício ainda não realizaram o resgate do valor.

No total, são aproximadamente R$ 208 milhões que não foram sacados pelos beneficiários. O valor referente ao abono salarial de 2019 pode variar entre R$ 92 e R$ 1,1 mil, a depender de quantos meses o beneficiário trabalhou no ano-base do cálculo do abono salarial.

Primeiro, é importante informar que os beneficiários têm direito de fazer o saque até o dia 29 de dezembro deste ano. Ou seja, o prazo está realmente chegando ao fim. Agora, vamos destacar quais trabalhadores terão direito ao pagamento referente ao ano-base de 2019.

Podem realizar o resgate do dinheiro esquecido aqueles que se encaixam nas regras determinadas pelo governo federal e que podem ser conferidas abaixo:

é preciso que o trabalhador esteja inscrino no Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público, popularmente conhecido como PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos; ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base de 2019, referente ao pagamento do abono salarial.

Além disso, constam como requisitos ter realizado atividade remunerada para Pessoa Jurídica (no decorrer de pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado, ou seja, em 2019); e, por fim, ter seus dados pessoais informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

O beneficiário poderá consultar se o valor está disponivel por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. A ferramenta está disponível para download nos sistemas Android e iOS.

É preciso que o trabalhador faça o login com a conta criada no site gov.br, autorizar o uso das informações pessoais e clicar na opção “Benefícios”. Além disso, a outra opção é fazer a consulta do valor por meio do número 158.

Como estamos em 2022 e o valor esquecido é referente ao ano de 2019, para realizar o saque os trabalhadores precisam fazer uma requisição no Ministério do Trabalho e Previdência. Esta solicitação pode ser feita de quatro formas. São as seguintes:

A primeira opção é se dirigir a uma das unidades regionais do Ministério do Trabalho; a segunda é via internet, enviando e-mail para o endereço [email protected],gov.br, neste caso é preciso trocar as letras “uf” pela sigla do estado onde mora; a terceira possibilidade é por meio do número 158, no serviço Alô Trabalhador; por último, por meio do app da Carteira de Trabalho Digital.

É importante ressaltar aqui que também podem haver quantias esquecidas na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e também no cashback. É importante que o trabalhador confira estas opções também para não correr o risco de deixar mais dinheiro esquecido. Afinal, a maioria das pessoas sempre precisa de um dinheirinho extra.

Joalline Nascimento

 

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