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Polícia investiga derrame de notas falsas de R$ 50 e 100 em Sena Madureira

De acordo com o delegado, é comum que às vésperas de grandes festas, como Carnaval, Natal e Fim de Ano, os falsários se aproveitem para aplicar esse tipo de golpe

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Fonte: Contilnet


Um possível derrame de notas falsas de 50,00 e 100 reais no comércio de Sena Madureira está sendo investigado pela polícia desde o início desta semana.

Nas últimas 48 horas, pelo menos duas pessoas compareceram à delegacia de polícia civil do município denunciando as falsificações. As cédulas apresentadas foram apreendidas.

Uma fonte da Polícia Federal informou que as investigações sobre falsificação de moedas e notas de dinheiro no país nem sempre são atribuições específicas da Polícia Federal. A PF só entra na investigação quando a falsificação é de qualidade. “Quando é algo grosseiro, a investigação cabe à polícia local”, disse. A qualidade da falsificação de Sena Madureira está sendo avaliada para saber se a Polícia Federal entra ou não nas investigações.

Mas foi o delegado de polícia civil de Sena Madureira, Marcos Frank, que fez o alerta sobre a falsificação, pedindo à população, principalmente aos comerciantes, para que fique atenta. De acordo com o delegado, é comum que às vésperas de grandes festas, como Carnaval, Natal e Fim de Ano, os falsários se aproveitem para aplicar esse tipo de golpe.

Norma do Conselho Monetário Nacional (CMN), em vigor desde junho de 2016, estabelece que, se um cliente receber notas falsas ao fazer saques em caixas eletrônicos, os bancos serão obrigados a restituir imediatamente o valor correspondente à nota. Antes desta norma, não havia uma regra para tratar do assunto e a burocracia fazia com que a troca de nota falsa por verdadeira demorasse até 180 dias.

A regra, no entanto, só vale para notas sacadas nos caixas eletrônicos, e não recebidas, por exemplo, como troco no supermercado, como aconteceu no comércio de Sena Madueira. O Banco Central recomenda recusar imediatamente a nota ao perceber a falsificação.

Mesmo que haja boa fé no recebimento de uma cédula falsa, repassá-la a outras pessoas, sabendo de sua falsidade, é crime. O Código Penal prevê multa e reclusão por períodos que podem variar entre seis meses e dois anos.

As notas falsas devem ser levadas a qualquer agência bancária para serem encaminhadas ao Banco Central. Todas as notas de real verdadeiras têm elementos de segurança que permitem checar se são autênticas. Esses elementos são diferentes entre as notas antigas, de 1994, e nas notas mais recentes, de 2010.

Veja como identificar se uma nota é verdadeira ou falsa, em cada uma das famílias de notas

Nas notas de 1994 e de 2010

A marca d´água – Ao segurar a nota contra a luz, você observa figuras na área clara e lisa da cédula, em tons claros e escuros. O desenho é como se fosse uma marca d´água.

O papel – A cédula é impressa em um papel que tem uma textura mais firme e áspera do que um papel comum.

O relevo – Ao tocar na nota, dá para sentir um relevo em algumas áreas, como na legenda “República Federativa do Brasil” e nos numerais que indicam o valor da cédula.

Nas notas de 2010

Número escondido – Em um lugar com bastante luz, com a nota na altura dos olhos, na posição horizontal, se verá um número escondido ao lado direito da cédula.

O quebra-cabeça formado pela frente e pelo verso – Com a nota contra a luz, o desenho do verso completa o desenho da frente, formando um número, em uma espécie de quebra cabeça.

Os elementos fluorescentes – Com as notas contra uma luz ultravioleta, os números do verso mudam de cor e os fios da cor lilás, que só podem ser vistos com esse tipo de iluminação.

As microimpressões – Com uma lente de aumento, é possível se enxergar o valor da nota impresso em tamanho muito pequeno em várias áreas da cédula.

Nas notas de 1994

A sigla BC – Ao observar a frente da cédula, no canto inferior esquerdo, dá para ver a sigla BC.

O símbolo das Armas Nacionais – A estrela do símbolo das Armas Nacionais aparece nos dois lados da cédula. Ao olhar a nota contra a luz, o desenho impresso de um lado se ajusta exatamente ao desenho do outro lado.

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Operação Animus Fraudandi, para combater fraudes aos Benefícios Emergenciais.

A Polícia Federal deflagrou, hoje (22/7), a Operação Animus Fraudandi

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A Polícia Federal deflagrou, hoje (22/7), a Operação Animus Fraudandi, para combater fraudes aos Benefícios Emergenciais.
Já foram realizadas 114 operações policiais contra fraudes a tais benefícios, com a expedição de mais de 443 mandados de busca e apreensão, e mais de 50 mandados de prisão.
Os trabalhos resultam da união de esforços de vários entes estatais, dentre os quais estão, além da PF, Ministério Público Federal – MPF, Ministério da Cidadania, Receita Federal, CAIXA, Controladoria-Geral da União – CGU e Tribunal de Contas da União – TCU, e buscam a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas envolvidas.

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Homens são as principais vítimas de golpes financeiros

Sondagem feita pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas

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Sondagem feita pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (Cecop), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), revela que, de maneira geral, os homens são as principais vítimas de golpes financeiros (91%), estão em sua maioria na faixa etária de 30 a 39 anos de idade (36,5%), têm ensino superior completo com pós-graduação (38%) e possuem renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (23%).

A pesquisa foi feita com base em reclamações de investidores enviadas à autarquia, vinculada ao Ministério da Economia, entre 2017 e 2019. Essas reclamações, entretanto, não envolviam apenas fraudes financeiras, mas situações diversas, esclareceu hoje (20), em entrevista à Agência Brasil, o superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores (SOI) da CVM, José Alexandre Vasco.

Ao todo, foram analisadas 1.002 respostas e detectadas 178 vítimas de golpes financeiros. Criptomoedas foram o produto de investimento mais citado pelas vítimas, sendo mencionadas por 43,3% dos consultados. Seguem-se mercado Forex, para transações de câmbio (29,8%); opções binárias (16,9%); e ações (15,2%). O principal meio de divulgação para atrair as vítimas foi o Whatsapp (27,5%), seguido pela divulgação boca a boca pessoalmente (19,7%), e-mail e ligação telefônica (12,4% cada), mostrou a sondagem da CVM.

Segundo explicou o superintendente da CVM, embora a participação das mulheres no mercado de capitais tenha crescido, o maior número de investidores ainda é do sexo masculino. “De modo que era natural mesmo esperar ter um número maior, uma predominância de homens” entre as vítimas de golpes financeiros, disse Vasco. Outro fator que pode justificar esse cenário é o apetite por investimentos alternativos, de maior risco, por parte dos homens, enquanto as mulheres demonstram maior desconfiança de seu conhecimento em termos financeiros e, por isso, evitam grandes riscos.

Os valores perdidos oscilaram de R$ 100 a mais de R$ 100 mil. A maior parte das vítimas investiu entre R$ 10.001 e R$ 50 mil (22,5%) e entre R$ 1.001 e R$ 5.001 mil (21,3%).

Alta confiança

De acordo com a pesquisa da CVM, muitas das vítimas de fraudes têm alta confiança em sua capacidade de investir. “Talvez esse excesso de confiança seja uma característica de confiança mais dos investidores masculinos do que das investidoras. Essa dúvida talvez tenha salvado muitas pessoas de caírem em uma coisa alternativa ou estranha”, disse o superintendente.

Ele esclareceu que nem todas as ofertas sem registro na CVM são fraudes financeiras. Às vezes, é uma oferta irregular, mas não é uma fraude. “Mas, nos casos de golpes ou fraudes financeiras, eles usam sempre os temas do momento. Lá atrás era boi gordo, avestruz, contratos de risco coletivo”. Com o tempo, os golpes foram mudando e os fraudadores buscaram novos temas. Agora, são as criptomoedas. “Por serem uma coisa inovadora, elas têm predominado nos golpes. Daqui a cinco anos, se a gente fizer uma nova pesquisa, será outra coisa. Porque a prática não muda; o que muda são os embustes”, afirmou.

O superintendente ressaltou, ainda, a parte comportamental da pesquisa que captou diferenças de atitudes dos investidores. Aqueles que foram vítimas de golpes financeiros achavam que era bom investir em algo não regulado porque tinha retorno financeiro maior.

Entre as vítimas, houve mais concordância com a afirmação de que é mais difícil obter um bom patrimônio apenas trabalhando. Da mesma forma, consideravam que não eram suficientemente recompensadas pelo seu trabalho do que os investidores não vítimas.

“Estão buscando um retorno maior para compensar aquilo que eles não são recompensados no trabalho”. Essas pessoas estão mais atentas a oportunidades de investimentos que ninguém conhece, completou. Essa é a média, afirmou.

Perfis

Foram notados no levantamento da CVM alguns perfis de vítimas. O primeiro engloba aqueles que pagam para ver, estão dispostos a entrar em mercados não regulados, investem em pequeno valor para testar. À medida em que a vítima vai adquirindo confiança, ela vai aumentando a aposta.

“Essas, geralmente, são as pessoas que perdem mais porque, quando a pirâmide desmorona, o capital investido foi bem maior”. Outras vítimas são movidas pela confiança e acabam enganadas. Acreditam em um site bem organizado e tiveram indicação de um amigo de um círculo de relacionamento, que diz que aquilo está dando certo. “Em geral, esse esquema tem uma rentabilidade mais modesta de 2% a 3% ao mês, o que é muito dinheiro”, afirmou.

Um terceiro grupo abrange os entusiastas do mercado financeiro, com perfil aberto a novas oportunidades. “Eles acham que entendem e confiam. Estudam a opção e investem. Esses, em geral, optam por não denunciar. Ficam mais envergonhados, é o que a gente estimou. Reclamam com quem lhes apresentou a novidade. Eu conheço casos de pessoas que pagaram às vítimas. Indenizaram o que o fraudador verdadeiro levou”, declarou o superintendente.

Na avaliação de José Alexandre, as pessoas, na verdade, têm a crença de que a falta de regulação da CVM representa uma maior oportunidade de ganho e, muitas vezes, não identificam o elemento que sinaliza que aquele investimento era fraudulento. A maioria das vítimas já fazia algum investimento, tinha familiaridade com os conceitos financeiros e se considerava, de alguma forma, conhecedora do mercado. “As vítimas talvez caíssem nos golpes por necessidade financeira e não eram completamente novatas em termos de investir no mercado”, contou.

Entre os aspectos que contribuíram para que as pessoas caíssem no golpe, as respostas mais frequentes foram aparência do site transmitindo confiança (39,9%), outros familiares ou amigos já haviam feito o investimento (38,8%), bom atendimento por parte dos profissionais (35,4%), pequeno investimento exigido (30,9%) e desconhecimento da modalidade do golpe (24,7%).

Não vítimas

Entre as não vítimas, foi percebida maior complexidade. O portfólio tem mais ativos, é mais refinado e diversificado de investimentos que as vítimas de fraude. Quem não caiu em golpes investe mais em ações, fundos de investimento, FII (fundos de investimento imobiliário), previdência privada, CDB (certificados de depósito bancário), LCI/LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio).

José Alexandre reforçou que nem todas as oportunidades de investimento são reguladas. No caso das não reguladas, ele acha importante ter uma atitude bastante criteriosa na análise, buscando informações e, inclusive, reclamações, pesquisando a empresa para saber o índice de respostas que ela tem e se as pessoas estão satisfeitas. “Há plataformas sérias ofertando moedas digitais, mas há outros casos em que isso não acontece”, revelou.

Para investimentos no mercado de capitais, o principal é olhar se o ofertante tem registro na CVM ou é regulado pelo Banco Central. “Quem está fazendo um investimento quer uma proteção maior que tenha uma regulação que possa reclamar à CVM, deve consultar o nosso cadastro, verificar e, se não tiver registro, deve reclamar, buscar o nosso serviço de atendimento ao cidadão”. No canal de deliberações da comissão estão registradas as ofertas irregulares.

“De forma geral, devem desconfiar dessas promessas elevadas de rentabilidade, desconfiar especialmente da pressão para investir tipo é agora ou nunca”. Nesse caso, a pessoa está sendo empurrada para tomar uma decisão impulsiva, sem direito de arrependimento.

“Isso é um reconhecimento de que a pessoa pode tomar uma decisão irrefletida. Então, pressão para decidir naquele momento é uma bandeira vermelha”, opinou. O superintendente sustentou que não há rentabilidades mirabolantes. Ele alertou, ainda, para oportunidades muito inovadoras nas quais a pessoa não consegue entender no que está investindo e de onde vem a rentabilidade. “Pode não ser uma fraude mas, certamente, não é um produto para você”, concluiu.

Edição: Kleber Sampaio

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Polícia Federal deflagra operação contra evasão de divisas no Acre

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (22), na região do Alto Acre, nas cidades de Brasileia e Assis Brasil e no Estado do Paraná, a Operação Carga Segura.

O objetivo é combater um esquema de Evasão de Divisas constatado, nos últimos anos, que vem ocorrendo na fronteira do Brasil com os países Peru e Bolívia, com saída pelas cidades de Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasileia, envolvendo o transporte de carga de alto valor, o que acaba comprometendo a política cambial do Brasil e gerando prejuízos ao Estado.

A investigação teve início em maio de 2020, a partir de um flagrante onde se apreendeu uma grande soma de dinheiro.
Posteriormente, foi apurado que não se tratava de caso isolado, mas que seria, em verdade, o meio empregado um “modus operandi” para saída de valores do território nacional, facilitada por um grupo de pessoas e empresas instaladas na região da fronteira, responsáveis por operacionalizar o esquema, atuando como despachantes do crime.

Em princípio, tais valores seriam para custear o pagamento da escolta das cargas de alto valor na travessia pelos países andinos, dentre outros objetivos a serem comprovados ao final da investigação.

A Operação “Carga Segura” cumpre ao todo sete mandados de busca e apreensão, sendo quatro deles em empresas e residências localizadas nos municípios de Brasileia e Assis Brasil e três no município de Quatro Barras, no Paraná. Quatro pessoas foram intimadas a prestarem esclarecimentos sobre os fatos. Os trabalhos contam com a participação de 28 policiais federais.

Ascom

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