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ORGULHO: Estudante de Sena Madureira é aprovado em 1º lugar para o Curso de Medicina da Ufac

“O sentimento é de muita felicidade”, comentou.

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Redação Senaonline.net

Foto: g1/Ac

O estudante Alan Sousa de Lima, 19 anos de idade, residente na Rua Beira Rio, Bairro da Vitória, em Sena Madureira, conseguiu um efeito histórico para o município. Com base na nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ele foi aprovado para o Curso de Medicina da Ufac, considerado como um dos mais concorridos.

Alan Sousa obteve 960 pontos na Redação e média de 748,7 pontos nas outras matérias. Na modalidade em que se inscreveu (Escola pública), o senamadureirense ficou em 1º lugar.

Numa entrevista cedida ao Senaonline.net, o jovem confirmou que sempre estudou na rede pública de ensino, fazendo o ensino fundamental na Escola Instituto Santa Juliana e o Ensino Médio no Dom Júlio Mattioli, ambas em Sena Madureira. “Terminei o Ensino Médio em 2015. Já tinha sido aprovado anteriormente em Engenharia Civil e Engenharia elétrica, até cheguei a cursar alguns períodos, mas não me identifiquei muito. Agora, graças a Deus consegui ser aprovado em Medicina. O sentimento é de muita felicidade”, comentou.

O êxito no Enem foi resultado de muitos estudos, sendo que durante nove meses Alan fez o pré-enem na cidade de Porto Velho (Rondônia). “Você precisa ter um foco e renunciar muitas coisas como, por exemplo, o tempo com a família, com os amigos, enfim. Eu entrava no curso às 7:30 horas da manhã e saía meio-dia. Ainda assim, continuava estudando em casa pela parte da tarde e à noite, até uma hora da madrugada. Fazia alguns intervalos, mas meu horário de estudar sempre foi esse”, destacou.

Alan comentou também que, de certa forma, ficou surpreso com o resultado, pois além de ser aprovado no Acre, também foi aprovado no curso de Medicina da Universidade Federal do Pará, onde ficou em 3º lugar. “Depois de tanto esforço a sensação é de alívio. Confesso que me surpreendi, não esperava esse resultado. Quero agradecer muito aos meus pais, à minha família pelo apoio em todas as áreas, inclusive por custear as despesas do curso preparatório. Agradeço, ainda, a todos os professores, principalmente ao professor Sâmik Farias que foi um grande incentivador. Fui aprovado tanto no Acre quanto no Pará, mas irei ficar aqui mesmo no Acre”, adiantou.

Alan Sousa de Lima é filho da dona de casa Valdineia Sousa de Lima, 42 anos e Adenaldo Costa de Lima. “Eu louvo muito a Deus por essa conquista. A gente tem que conviver com o distanciamento, muitas vezes, mas no final deu certo, graças a Deus”, comentou Valdineia.

Nas redes sociais, Alan tem recebido muitos elogios da população de Sena Madureira e já é tido como um exemplo para muitos estudantes do município.

Foto: g1/ac Alan na companhia dos pais

 

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Martins do Banco do Brasil vence a Covid-19 após 18 dias entubado

O Ex-gerente da agencia do Banco do Brasil em Sena Madureira Martins Rodrigues foi acometido do vírus da Covid-19 que por pouco não tirou sua vida,

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O Ex-gerente da agencia do Banco do Brasil em Sena Madureira Martins Rodrigues, foi acometido do vírus da Covid-19 que por pouco não tirou sua vida, foram 18 dias entubado no hospital Santa Juliana em Rio Branco. Foi quando os médicos e familiares decidiram transferi-lo para o mesmo hospital com sede em Brasília. Lá Martins permaneceu por mais 40 dias, neste sábado (19) deixou o hospital em Brasília e já embarcou no avião com destino ao Acre, com previsão de chegada por volta da madrugada deste domingo.

Nossa reportagem conseguiu contato por telefone com ele no final da tarde deste sábado. Emocionado Martins agradeceu a todos os amigos e familiares que dobraram seus joelhos para orar a Deus pela sua vida, ainda cansado em uma cadeira de rodas Martins disse que sua total recuperação dependerá de muita fisioterapia, e logo  pretende voltar ao trabalho na agencia estilos em Rio Branco onde é gerente.

Em nome de toda a redação do Acreonline.net desejamos muita saúde amigo, que Deus continue te abençoando

Ronaldo Duarte

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Brasil alcança a marca de meio milhão de mortos pela covid-19

O Brasil tem 5.570 municípios. 49 deles tem mais de 500 mil habitantes. Desde o início da pandemia

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O Brasil tem 5.570 municípios. 49 deles tem mais de 500 mil habitantes. Desde o início da pandemia do coronavírus e a primeira morte no país por covid-19, ainda em março de 2020, 500 mil brasileiros perderam a vida em função dessa doença. O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), apela para que o país entenda que não estamos vivendo uma ficção: “Isso é uma realidade!”.

Rodrigo Resende

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Paquetá pode se tornar a primeira área livre da covid-19

A bucólica Ilha de Paquetá, com suas ruas de terra e casas históricas, estará na vanguarda da cidade do Rio de Janeiro

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A bucólica Ilha de Paquetá, com suas ruas de terra e casas históricas, estará na vanguarda da cidade do Rio de Janeiro nos próximos meses e poderá ser a primeira área da cidade a erradicar a covid-19. O passo mais importante para que isso aconteça ocorre amanhã (20), com a vacinação em massa promovida em um estudo da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Famosa nacionalmente como cenário do clássico A Moreninha, romance de Joaquim Manuel de Macedo, a ilha é localizada na parte mais interna da Baía de Guanabara e tem 4.180 moradores. Para chegar e sair do bairro, a barca é o único meio de transporte público, e as bicicletas e caminhadas substituem os carros nos 120 hectares de área da ilha.

Em uma transmissão ao vivo na internet com a Associação de Moradores de Paquetá (Morena), realizada na última semana, pesquisadores da Fiocruz e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicaram como funcionará o estudo, que terá um ano de duração e espera antecipar os efeitos da vacinação que meses depois serão observados no restante da cidade. O imunizante utilizado será a vacina Oxford/AstraZeneca, que é produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

“Nossa esperança e principal expectativa é que Paquetá seja a primeira área do Rio de Janeiro livre da covid-19, e a gente poder falar que estamos há tantos dias sem nenhum caso de covid-19 em Paquetá. A expectativa é que isso aconteça 14 dias após a segunda dose, mas pode acontecer de a imunidade coletiva ser até mesmo com a primeira dose. Vamos analisar diariamente a curva de casos”, disse Soranz.

Na quinta-feira (17), o trabalho começou a ser realizado com a coleta de amostras de sangue para testes sorológicos em 3 mil moradores de Paquetá que se apresentaram como voluntários. Entre os objetivos, o estudo quer monitorar a “soroconversão”, isto é, quem era soronegativo (não tinha anticorpos) e passou a ser soropositivo (com anticorpos). A pesquisa será capaz de diferenciar quem passou a ter anticorpos por causa da vacina e quem os adquiriu devido a uma infecção, e isso ajudará a verificar, entre outros pontos, o nível de proteção coletiva que será alcançado.

O infectologista da Fiocruz José Cerbino Neto explicou que a população será dividida em três grupos: quem já havia se vacinado, quem vai receber a vacina no domingo e quem não pode receber a vacina, como as crianças. Com isso, será possível conferir questões como a proteção já na primeira dose e o quanto a vacinação das pessoas em volta é capaz de proteger quem não foi imunizado.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 1.946 pessoas já haviam recebido a primeira dose de alguma das vacinas contra a covid-19 em Paquetá até o dia 17 de junho, e 1.132 segunda dose já haviam sido aplicadas nos moradores até a mesma data. A expectativa de Soranz é que o número de doses aplicadas neste domingo possa chegar a 1,6 mil.

Os pesquisadores explicam que quanto maior for a adesão da população ao estudo, maior será a possibilidade de extrair conclusões. A pesquisa é considerada um estudo de Fase 4, quando o que está em análise é a efetividade das vacinas “no mundo real”, conceito que é diferente de eficácia, que é o percentual de proteção medido pelos testes clínicos, em um grupo controlado e em comparação a um placebo antes da aprovação da vacina pelas autoridades sanitárias.

“O que a gente precisa fazer agora é a fase seguinte desses estudos”, acrescenta o infectologista Cerbino Neto. “São os estudos que a gente chama de ‘mundo real’, em que a gente aplica a vacina na população em um ambiente muito menos controlado”.

Estudo
A escolha de Paquetá para esse estudo passa por uma série de características, como o fato de ser uma ilha, com uma única entrada e saída. Além disso, o bairro tem apenas uma unidade de saúde, que, por sua vez, possui um cadastro de saúde da família bem consolidado com capacidade de monitorar a evolução dos casos.

O infectologista da Fiocruz disse ainda que o estudo em Paquetá terá características diferentes dos que foram realizados em populações maiores, como nas cidades de Serrana e Botucatu. Segundo o infectologista, com um grupo populacional menor em observação, é possível, por exemplo, analisar o deslocamento dos voluntários para fora da ilha e possíveis impactos que isso possa ter na efetividade da vacina. Apesar da análise mais completa, os dados e as informações médicas dos moradores serão mantidas em sigilo.

“A gente vai poder avaliar questões de segurança da vacina, eventos adversos em uma escala maior e com controle mais fino. A gente vai poder ver a resposta da vacina para as diferentes variantes. Todos os casos de covid-19 que eventualmente apareçam a gente vai genotipar para saber que variante é aquela. São respostas muito importantes nesse momento”, explica Cerbino Neto.

“Paquetá está na vanguarda da estratégia de vacinação da cidade. A gente vai começar por Paquetá e os resultados que a gente encontrar vão ajudar muito nas políticas de controle para o resto da cidade”.

Evento-teste
Oito semanas após a primeira dose, haverá uma nova vacinação em massa para completar o esquema vacinal dos participantes do estudo. O intervalo de oito semanas está dentro da janela de oito a 12 semanas recomendada para a aplicação da segunda dose da AstraZeneca e permitirá obter os resultados mais rapidamente do que com o intervalo de 12 semanas. A expectativa dos pesquisadores é que 14 dias após a segunda dose a circulação do vírus tenha sido reduzida ou zerada, abrindo caminho para a realização de um evento-teste na ilha.

O evento será realizado no Parque Darke de Mattos, um local aberto, e só poderão participar moradores de Paquetá que tenham sido vacinados. Essa etapa do estudo depende de uma grande adesão à vacinação e permitirá observar se o vírus será capaz de circular em meio a uma população vacinada, que será dispensada do uso de máscara nessa ocasião, segundo Cerbino Neto.

“A ideia é que seja um evento ao ar livre, em que as pessoas possam participar sem máscaras. A gente acredita que mesmo que haja uma pessoa infectada naquele ambiente, o fato de ter um cinturão com um grande número de pessoas vacinadas não vai permitir transmissão do vírus. Isso é que é a proteção coletiva, a imunidade de rebanho. Mas isso vai depender da adesão da população ao estudo”, explica o infectologista, que afirma que essa adesão também vai determinar a data e o formato do evento.

Edição: Fernando Fraga

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